sábado, 17 de junho de 2017

Curtas e grossas

1) A Constituição Federal estabelece como bens da União os terrenos de marinha e seus acrescidos (inciso VII do art. 21). Essa historia de ‘terreno de marinha’ começou lá no tempo das capitanias, diante do temor das invasões estrangeiras e dos ataques de piratas. E essa norma vem se perpetuando até os dias de hoje. Cá entre nós, já não é tempo de acabar com isso? Ou ainda corremos risco de ataques piratas ou invasões dos vikings? Ou será que a verdadeira intenção é a União manter a cobrança do foro dos ocupantes de imóveis localizados no litoral?

2) O projeto de reforma tributária que anda por aí acaba com o imposto municipal do ISS. Pergunta-se: quais serão as funções dos Auditores Tributários Municipais, se todos os outros tributos municipais são de lançamento de ofício? Vão auditar IPTU, ITBI, IPVA...? (a lembrar que o IPVA passa para competência dos Municípios)

3) A arrecadação da União, Estados e Municípios com royalties de petróleo somou R$18,9 Bilhões em 2016. No ano de 2014, somou R$35,4 Bilhões. Em 2016, o preço médio do barril de petróleo foi de U$40,27; em 2014, foi de U$107,57. Desnecessário explicar o motivo da queda. A queda da receita somou, portanto, uns R$16 Bilhões. O total de propinas apurado até agora na operação lava a jato já soma uns R$10 Bilhões e vem crescendo. A Receita Federal quer cobrar R$15 Bilhões em tributos sonegados pelos envolvidos com as propinas. Se todo esse dinheiro (R$25 Bilhões) fosse recuperado, já seria superada a queda nos royalties.

4) Percebe-se mudança de alvo da imprensa ‘conservadora’ do País: deixaram o PT e o ex-presidente Lula de lado e atacam o governo atual do presidente Temer. A intenção é derrubá-lo. Por que será? 

sábado, 27 de maio de 2017

O rabo

No início, foi uma surpresa! Nascia-lhe um rabo a partir da ponta da coluna, a romper a pele e descer entre as pernas. O rabo nasceu logo depois do acerto de um negócio, diga-se, negócio não lá muito correto. Ser portador de um rabo era algo constrangedor, sentia-se envergonhado, embora ninguém soubesse da sua existência, exceto os poucos que o viam a descoberto ou com o rabo de fora. Depois, com o tempo, acostumou-se! Ora, que se dane o rabo! Disfarçava-o com o uso de calças largas e aprendera a maneira de andar e sentar-se com aquela cauda peluda encolhida ou estendida na perna.

A existência do rabo não prejudicava o exercício da sua profissão. Pelo contrário, depois do surgimento do rabo sua carreira progrediu de forma tal que ele próprio se surpreendia. Como é normal dos homens, granjeava à própria inteligência o sucesso de sua carreira, mas não descartava o fato de que aquele rabo fora um verdadeiro rabo-de-coelho saído da cartola.

De Vereador a Deputado, de Prefeito a Governador, sua ascensão foi meteórica. Justiça seja feita, nunca o pegaram com o rabo preso. Escapulia dos problemas com inteligência e maestria, e tinha um jeitinho todo próprio para sair de uma briga ou evitar um arranca-rabo.

Verdade também que ele era um demagogo de mão cheia. Ninguém o via sair de uma discussão com o rabo entre as pernas (o que literalmente acontecia!), e tinha tanta sorte que o comentário geral era que ele nascera com o rabo para a Lua.

E agora na ponta da pirâmide do poder, ele é convidado a participar de uma festinha particular, no porão do castelo, com a participação dos magnatas empresariais e das felpudas raposas da política. Apreciador como era de um rabo-de-saia, e sabendo que naquelas festinhas sempre rolava bons negócios, lá foi ele disposto a tudo.

E durante a festa, na verdade um tremendo bacanal, todos foram tirando a roupa e ele sem jeito, a não querer mostrar aos presentes a prova material da existência do rabo. Foi então que percebeu, para a sua surpresa, que todos os magnatas e poderosos políticos também portavam vistosos rabos, alguns compridos, outros curtos, alguns peludos, outros despelados, rabos discretos, indiscretos, mas todos de rabo à mostra e sem nenhuma vergonha. 

sábado, 20 de maio de 2017

Pelotão dos Iludidos

PELOTÃO DOS ILUDIDOS! MARCHA!

Um, dois, feijão com arroz
Um, dois, feijão com arroz

OLHAR A DIREITA!
OLHAR A ESQUERDA!

DIREITA ESQUERDA!
ESQUERDA DIREITA!

ACELERADO!

DESEMBAINHAR A ESPADA!
ALLONS ENFANTS DE LA PATRIE!
“VERÁS QUE UM FILHO TEU NÃO FOGE À LUTA!”
(E seja o que Deus quiser)